Passar na 1ª fase é um alívio, mas a 2ª fase da OAB é onde o “filho chora e a mãe não vê”. Aqui, o jogo não é apenas sobre saber o Direito, mas sobre estratégia e controle emocional. Para você não bater na trave, listamos os deslizes que mais reprovam candidatos:
1. Errar a identificação da peça profissional
Este é o erro fatal. Se o enunciado pede uma Apelação e você faz um Agravo de Instrumento, sua nota é zero e não há recurso que salve. Leia o comando da questão com atenção redobrada ao último momento processual para não confundir o remédio jurídico.
2. Fazer rascunho completo da peça
O tempo é o seu recurso mais escasso. Se você tentar escrever toda a peça no rascunho para depois passar a limpo, dificilmente conseguirá terminar as quatro questões discursivas. O segredo é fazer um “esqueleto” estruturado no rascunho (com tópicos e artigos) e escrever o texto definitivo direto na folha de resposta.
3. Manuseio lento do Vade Mecum
Não adianta ter o melhor código se você gasta dez minutos para encontrar um artigo. O índice remissivo deve ser seu melhor amigo. Treine a busca por palavras-chave durante os estudos para que, na hora da prova, a localização da fundamentação seja quase automática.
4. Falta de fundamentação técnica (fatos vs. direito)
Muitos candidatos perdem pontos preciosos por “encher linguiça” nos fatos e esquecer do Direito. O examinador quer ver a subsunção da norma ao caso concreto. Não basta citar o artigo; você precisa explicar brevemente por que aquele dispositivo se aplica àquela situação específica.
5. Ignorar a organização e a caligrafia
Uma prova ilegível ou sem estrutura visual (parágrafos mal definidos e falta de margens) dificulta a vida do corretor. Se ele não entende o que você escreveu ou não encontra as palavras-chave do espelho de correção por causa da bagunça, ele dificilmente vai se esforçar para te dar a nota.

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